segunda-feira, 13 de abril de 2026

Crônicas de segunda: medir esforços

Como vocês estão? Como foi a semana passada? Tudo bem? Aposto que teve coisa boa e coisa ruim, não é mesmo? Sempre tem, a vida tem disso. A minha semana foi tranquila. As coisas estavam mais devagar no trabalho, mas mesmo assim fiz o que tinha que ser feito e cumpri minhas obrigações. Foi uma semana onde medi os esforços durante os dias para chegar no final com tudo feito. 

A arte de medir esforço é uma arte individual. Só você sabe onde pode ir, onde por forçar e onde deve recuar. Existem diversas analogias que podemos fazer para falar sobre a medição de esforço. Ontem eu fiz uma corrida de rua de 12km e o tempo todo eu fazia uma medição de esforço. O esforço variava de acordo com o relevo e também com o que acontecia logo a minha frente. As corridas de ruas estão cheias de gente, você precisa prestar atenção por onde anda para não tropeçar em alguém e cair.

Na vida estamos constantemente medindo esforços. Seja pra fazer coisas boas como viajar ou coisas difíceis como se preparar para um teste, um concurso ou uma entrevista de emprego. Desde quando a gente acorda e faz 50ml a mais de café para passar o dia porque você dormiu mal a última a noite até o chá de camomila antes de dormir. Você se esforça pra tomar o chá um pouco mais cedo, senão vai acordar pra ir no banheiro urinar pelo menos umas duas vezes durante a noite. Medimos tudo toda hora. Ou sou só eu?

Entendo que tem gente que não tá nem ai pra isso. Eu adoro testar e observar coisas. Voltando ao exemplo da corrida: qual é o melhor alimento no café da manhã antes de uma corrida pra mim? Hoje eu sei, mas precisei fazer alguns testes e entender o que funciona pra mim. O esforço vale a pena, pode ser gratificante e quando a gente atribui características de jogo para deixar a coisa ainda mais interessante fica ainda mais fascinante de viver aquele esforço.

Meça esforços, colete informações e seja feliz com seus feitos! 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Crônicas de segunda: trabalhar depois de feriado prolongado

Segunda-feira pós feriado da semana santa. Difícil viu. Parece uma mini férias quando temos um feriado prolongado. Isso torna a volta ao trabalho na segunda-feira penosa. Sem vontade de trabalhar, mas sou profissional, tenho que estar aqui e entregar o meu possível. Ao longo do dia a gente vai pegando no tranco. Vai mais vezes na copa tomar um café e prosear com os colegas de trabalho.

O feriado prolongado quase faz a gente esquecer que tem obrigações e afazeres. Você curte como se não houvesse amanhã. No meu caso curtir tá mais relacionado com dar uma corrida ou uma pedalada e depois tomar uma cerveja no almoço. Depois do almoço uma bela de uma cochilada para recuperar. Terminamos a noite, indo dormir tarde porque ficamos vendo seriado na TV até tarde. 

Vamos para mais uma semana, dessa vez sem feriados, trabalho normal de segunda a sexta-feira. Hoje é só o primeiro dia, portanto vamos botar a mão na massa e trabalhar pra poder curtir a vida com o salário no final do mês. Não tem pra onde fugir, não é mesmo? Não sou herdeiro então vamos em frente. 

Espero que você tenha uma boa semana. Melhor que a semana passada! Nos vemos novamente na segunda. Força!

segunda-feira, 30 de março de 2026

Crônica de Segunda: controlando o que dá para controlar

E aí, como foi a semana de vocês? Mais uma segunda-feira, mas uma segunda diferente. Essa semana tem feriado da semana santa, então é uma semana mais curta. No meu caso, paro de trabalhar na quinta. Bom demais!

A minha semana foi boa de uma forma geral. Realizações no trabalho e na vida pessoal. Estou treinando para uma corrida de 25km na serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Nunca corri essa distância e estou treinando para chegar lá bem. E durante esse treinamento, que inclui diversas atividades, como correr em si, obviamente, mas caminhar, pedalar, fazer academia, exercícios específicos, alongamentos e até gerenciamento de dor. É tanta coisa que a gente pode controlar, que sinto até uma ansiedade as vezes.

Ao mesmo tempo, se você selecionar alguns indicadores que funcionam para você e aplicar uma análise baseada no seu autoconhecimento, os resultados podem ser positivo. Em uma atividade física isso fica ainda mais óbvio. Exemplo: amanhã vou pedalar 4 horas. Posso testar a comida do dia anterior e o café da manhã que funciona para mim e que não fique me sentindo fraco na primeira hora do exercício. O que eu como durante o pedal e que funciona? Tudo são variáveis que você pode ir testando e vendo o que funciona para você. Cada corpo é único, esses testes são necessários. Não existe uma receita de bolo para seguir.

Mas tudo isso parece ser tão trivial ou irrelevante diante do que está acontecendo no mundo. Nações em guerra. Destruição do meio ambiente. Corrupção política. Miséria. Fome. É tanta coisa preocupante que também sinto ansiedade só de pensar. Mas essas coisas eu não consigo controlar. Eu não consigo resolver o problema da fome no mundo. Corrupção, considero que é inerente ao ser humano. Meio ambiente tento fazer minha parte separando o lixo, mas não tem muito onde fazer a diferença como indivíduo. Não tenho uma causa para brigar. Até tenho, mas não me organizo. Procuro fazer algo individualmente s seguir minhas vontades. Aproveitando o máximo de tempo que eu tenho nessa vida. Egoísta? Talvez. Arrependido? Jamais!

segunda-feira, 23 de março de 2026

Segunda-feira, o terror do servidor

Como foi o seu final de semana? Preparado para mais uma semana no presencial? Ah, você faz home office? E aí, tá gostando? 

Ninguém perguntou mas eu vou falar como foi o meu final de semana. Vamos tentar transformar esse texto em uma série chamada: crônicas de segunda.

Meu final de semana foi agradável. Fiz minhas atividades e encontrei com parte da minha família para um almoço, muito bate papo e música. Um privilégio! Deixei de ir a um evento de aniversário de um amigo por pura ansiedade social. Com o carisma esgotado, eu não tinha condições de beber e trocar ideia por horas. Terminei o domingo vendo série.

Segunda-feira, mais conhecida como o terror do servidor, veio e estou aqui exercendo minhas atividades. Mais uma semana pela frente. Planejando algumas coisas no âmbito pessoal entre um processo e outro. Um descanso para tomar café e uma leitura de lazer. Mais um dia na vida do servidor. Mas nem todo servidor. 

Não é uma rotina ruim. Alguns dias são mais empolgantes e até com isso a gente acaba se acostumando. Como uma pessoa mais introvertida e relaxada, prefiro fazer as coisas mais lentamente, sem muita correria. Mas quando precisa focar e entregar não fujo do trabalho. Tento acabar no prazo. E costumo entregar. Ok, mais uma segunda-feira. Mais um dia. Amanhã tem mais.

A semana passa e já é sexta-feira. Consigo apreciar a vida assim. As vezes pode ser tediosa. Mas quem trabalha com atendimento ao público sabe que raramente isso é o que acontece. Tamos tédio sim, mas também temos agitação. É possível achar um equilíbrio sendo servidor público. Prefiro deixar emoções para coisas que não posso controlar e para esportes radicais. A vida financeira pode ser estável. Existe um esforço, sempre vai existir. Não tem mágica. Mas é possível levar uma vida boa, financeiramente, sendo servidor. Parece óbvio, mas não é. Muitos servidores devem. 

Está me faltando ambição? Talvez, mas consegui construir uma vida que consigo realizar sonhos. 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Ano de eleições, a mesma reflexão

Ano de eleição sempre me vem a reflexão de: votar faz mesmo a diferença? Bom, acho que a história já nos provou que sim. As vezes o óbvio acontece, o candidato favorito vence. Mas as vezes o surpreendente também acontece, aquele candidato azarão que falava absurdos acaba agradando o povo e se elegendo.

Mesmo com todas as possibilidades a gente sabe que vai entrar alguém que eventualmente vai estar envolvido direta ou indiretamente com corrupção. Tudo bem, o ser humano é corrupto por natureza e sabemos mais ou menos o que esperar. O sistema democrático e capitalista tem formas de se navegar. Vendemos hora para alguém e em troca ganhamos dinheiro para poder realizar sonhos pessoais. Sortudos aqueles que tem essa opção. Tem gente que só vende o tempo e não consegue fazer nada com o que sobra.

Mais uma vez vamos votar e vamos sofrer as consequências do voto da maioria. Somos cúmplices para o bem e para o mal. O sistema continua o mesmo, os atores as vezes muda as vezes não, mas precisamos continuar ganhando para comer e morar, e pagar as contas que se acumulam. Queremos um lugar ao sol, principalmente se trabalhamos para isso. 

Sempre tenho a sensação de votar no menos pior. Já me arrependi de alguns votos e de outros tive orgulho. Meus candidatos já ganharam e já perderam e assim é o jogo. Fico pensando se vivêssemos em um sistema diferente. Um sistema que todos tivessem suas necessidades básicas atendidas. Ninguém mora na rua, ninguém passa fome e todos tem acesso à educação. Minimamente, era isso que eu desejaria para a humanidade. Vão me chamar de comunista só por causa disso. Bom, que assim seja.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Resignado depois da pandemia

Ainda queria sair do serviço público antes da pandemia do Covid-19. Mas, vendo um monte de amigo quebrando financeiramente, prejudicando toda a cadeia de um negócio de serviço ou produto por conta do vírus foi traumatizante. Nesse tempo fui posto em trabalho remoto e meu salário continuou entrando na conta normalmente. Meu raciocínio foi: talvez esteja bem aqui, posso não gostar o tempo todo do trabalho aqui, mas em tempo de instabilidade, a segurança do meu emprego garantiu o mínimo de paz de espírito. Não deve ser fácil perder um empreendimento por conta de uma pandemia. Hoje me sinto mais resignado com meu destino profissional. Já penso em me aposentar, em ter planos pós aposentadoria. Não romantizar é importante. Se trabalho fosse bom não chamava trabalho, não é mesmo?

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Serviço Público: Viabiliza e Atrapalha

Caminhando para chegar no trabalho estava tentando me incentivar para começar o dia bem no meu trabalho no serviço público.



Fiz a seguinte nota mental: embora eu precise trabalhar 40 horas semanais, é esse trabalho que viabiliza as coisas que eu gosto de fazer, como viajar, comer bem, pedalar, etc. No entanto, questionei se essa troca estava valendo a pena.

As férias no meu trabalho funcionam da seguinte maneira: depois de 1 ano de trabalho eu tenho direito a 30 dias de férias. Eu consigo dividir esses 30 dias em dois períodos de férias. Tento marcar as férias juntando alguns feriados para que eu ganhe alguns dias. Somando os dias de recesso de final de ano, tenho aproximadamente 45 dias de férias no ano.

Esse raciocínio aconteceu em segundos e a minha reação no final foi: isso aqui é uma prisão.

Com o dinheiro que eu economizei eu consigo viver um bom tempo até criar uma forma alternativa de me manter. Se eu me sinto assim, por que eu não peço demissão? O medo de arriscar me mantém na prisão.

E se as minhas economias acabarem e eu não conseguir uma forma de me manter? Eu até acredito que com muito esforço e dedicação eu conseguiria. Mas o medo de arriscar me mantém na prisão.

A insegurança me trava e acabo ficando na minha zona de conforto. Pago as contas, faço as coisas que eu gosto mas não com a frequência desejada e em troca dou 40 horas do meu tempo por semana para a instituição que eu trabalho. Posso até considerar que essas 40 horas são benignas, afinal não se pode ter tudo na vida. Nunca estamos satisfeitos, etc.

Mas eu queria ser livre para viajar quando a oportunidade aparecesse. Eu queria morar um tempo fora do Brasil. Eu queria continuar pagando meu plano de saúde sem ficar com medo de ficar sem dinheiro e depender da saúde pública. Eu queria trabalhar menos horas por semana. Hoje não consigo fazer essas coisas porque as regras do serviço público não permitem.

Eu preciso de um plano de fuga que me deixe seguro o bastante para fazer as coisas que eu quero.