segunda-feira, 30 de março de 2026

Crônica de Segunda: controlando o que dá para controlar

E aí, como foi a semana de vocês? Mais uma segunda-feira, mas uma segunda diferente. Essa semana tem feriado da semana santa, então é uma semana mais curta. No meu caso, paro de trabalhar na quinta. Bom demais!

A minha semana foi boa de uma forma geral. Realizações no trabalho e na vida pessoal. Estou treinando para uma corrida de 25km na serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Nunca corri essa distância e estou treinando para chegar lá bem. E durante esse treinamento, que inclui diversas atividades, como correr em si, obviamente, mas caminhar, pedalar, fazer academia, exercícios específicos, alongamentos e até gerenciamento de dor. É tanta coisa que a gente pode controlar, que sinto até uma ansiedade as vezes.

Ao mesmo tempo, se você selecionar alguns indicadores que funcionam para você e aplicar uma análise baseada no seu autoconhecimento, os resultados podem ser positivo. Em uma atividade física isso fica ainda mais óbvio. Exemplo: amanhã vou pedalar 4 horas. Posso testar a comida do dia anterior e o café da manhã que funciona para mim e que não fique me sentindo fraco na primeira hora do exercício. O que eu como durante o pedal e que funciona? Tudo são variáveis que você pode ir testando e vendo o que funciona para você. Cada corpo é único, esses testes são necessários. Não existe uma receita de bolo para seguir.

Mas tudo isso parece ser tão trivial ou irrelevante diante do que está acontecendo no mundo. Nações em guerra. Destruição do meio ambiente. Corrupção política. Miséria. Fome. É tanta coisa preocupante que também sinto ansiedade só de pensar. Mas essas coisas eu não consigo controlar. Eu não consigo resolver o problema da fome no mundo. Corrupção, considero que é inerente ao ser humano. Meio ambiente tento fazer minha parte separando o lixo, mas não tem muito onde fazer a diferença como indivíduo. Não tenho uma causa para brigar. Até tenho, mas não me organizo. Procuro fazer algo individualmente s seguir minhas vontades. Aproveitando o máximo de tempo que eu tenho nessa vida. Egoísta? Talvez. Arrependido? Jamais!

segunda-feira, 23 de março de 2026

Segunda-feira, o terror do servidor

Como foi o seu final de semana? Preparado para mais uma semana no presencial? Ah, você faz home office? E aí, tá gostando? 

Ninguém perguntou mas eu vou falar como foi o meu final de semana. Vamos tentar transformar esse texto em uma série chamada: crônicas de segunda.

Meu final de semana foi agradável. Fiz minhas atividades e encontrei com parte da minha família para um almoço, muito bate papo e música. Um privilégio! Deixei de ir a um evento de aniversário de um amigo por pura ansiedade social. Com o carisma esgotado, eu não tinha condições de beber e trocar ideia por horas. Terminei o domingo vendo série.

Segunda-feira, mais conhecida como o terror do servidor, veio e estou aqui exercendo minhas atividades. Mais uma semana pela frente. Planejando algumas coisas no âmbito pessoal entre um processo e outro. Um descanso para tomar café e uma leitura de lazer. Mais um dia na vida do servidor. Mas nem todo servidor. 

Não é uma rotina ruim. Alguns dias são mais empolgantes e até com isso a gente acaba se acostumando. Como uma pessoa mais introvertida e relaxada, prefiro fazer as coisas mais lentamente, sem muita correria. Mas quando precisa focar e entregar não fujo do trabalho. Tento acabar no prazo. E costumo entregar. Ok, mais uma segunda-feira. Mais um dia. Amanhã tem mais.

A semana passa e já é sexta-feira. Consigo apreciar a vida assim. As vezes pode ser tediosa. Mas quem trabalha com atendimento ao público sabe que raramente isso é o que acontece. Tamos tédio sim, mas também temos agitação. É possível achar um equilíbrio sendo servidor público. Prefiro deixar emoções para coisas que não posso controlar e para esportes radicais. A vida financeira pode ser estável. Existe um esforço, sempre vai existir. Não tem mágica. Mas é possível levar uma vida boa, financeiramente, sendo servidor. Parece óbvio, mas não é. Muitos servidores devem. 

Está me faltando ambição? Talvez, mas consegui construir uma vida que consigo realizar sonhos. 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Ano de eleições, a mesma reflexão

Ano de eleição sempre me vem a reflexão de: votar faz mesmo a diferença? Bom, acho que a história já nos provou que sim. As vezes o óbvio acontece, o candidato favorito vence. Mas as vezes o surpreendente também acontece, aquele candidato azarão que falava absurdos acaba agradando o povo e se elegendo.

Mesmo com todas as possibilidades a gente sabe que vai entrar alguém que eventualmente vai estar envolvido direta ou indiretamente com corrupção. Tudo bem, o ser humano é corrupto por natureza e sabemos mais ou menos o que esperar. O sistema democrático e capitalista tem formas de se navegar. Vendemos hora para alguém e em troca ganhamos dinheiro para poder realizar sonhos pessoais. Sortudos aqueles que tem essa opção. Tem gente que só vende o tempo e não consegue fazer nada com o que sobra.

Mais uma vez vamos votar e vamos sofrer as consequências do voto da maioria. Somos cúmplices para o bem e para o mal. O sistema continua o mesmo, os atores as vezes muda as vezes não, mas precisamos continuar ganhando para comer e morar, e pagar as contas que se acumulam. Queremos um lugar ao sol, principalmente se trabalhamos para isso. 

Sempre tenho a sensação de votar no menos pior. Já me arrependi de alguns votos e de outros tive orgulho. Meus candidatos já ganharam e já perderam e assim é o jogo. Fico pensando se vivêssemos em um sistema diferente. Um sistema que todos tivessem suas necessidades básicas atendidas. Ninguém mora na rua, ninguém passa fome e todos tem acesso à educação. Minimamente, era isso que eu desejaria para a humanidade. Vão me chamar de comunista só por causa disso. Bom, que assim seja.